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Construa
Seu Lago
Não
temos a pretensão de ensinar você a construir seu
próprio lago, mas daremos algumas orientações
que terão mais valia para aqueles que estão iniciando.
Então, faremos em forma de perguntas e respostas, acreditamos
que assim ficará mais simples de entender. Partirmos do
pré-suposto que nesse lago serão criados belos nishikigois
(que são peixes extremamente resistentes e se adaptam em
todo o clima brasileiro) e o sistema será fechado (com
pouca taxa de renovação de água).
1-Qual a primeira coisa que devo fazer para construir meu lago?
A primeira coisa a se fazer é saber quais são seus
objetivos em relação a ele, partiremos do princípio
que você queira criar peixes de água doce (o que
é bem diferente de peixes de água salgada), ou que
além dos peixes você também queira criar plantas
hidrofílicas. Então este é o primeiro passo,
assim que estiver definido você deverá saber o máximo
que puder sobre as vidas aquáticas que pretende desenvolver
no seu futuro lago, ou seja, suas necessidades, cuidados e condições
para que tais aspectos sejam atendidos.
2-Que tamanho deve ter o lago?
A proporção do lago é muito importante e
isso tem a ver não só com as condições
ideais para o desenvolvimento dos nishikigois, mas também
com a disponibilidade de água e recursos financeiros. Seria
muito bom que o lago tivesse na sua parte mais funda pelo menos
80 cm de profundidade (fora a distância que se recomenda
de 30cm entre o nível da água e a borda). O espelho
d'água (área da superfície) deve ter pelo
menos 4 m², quanto mais profundo for, maior deverá
ser o espelho d'água ou será quase que inevitável
a necessidade de oxigenação artificial no sistema
e iluminação direcionada. As dimensões apresentadas
não são regras intocáveis, já que
o nishikigoi cresce de acordo com o tamanho do ambiente
em que está inserido.
3-Qual a forma do lago?
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A
forma do lago poderá ser geométrica ou orgânica,
sendo muito interessante que se harmonize com o local e
arquitetura, seja com relação ao interior
da residência ou com relação aos aspectos
geográficos do terreno. Recomendamos evitar, principalmente
nos tanques com formas geométricas, os cantos vivos,
devido ao acúmulo de sujeira e à maior facilidade
para o surgimento de trincas. Outro aspecto que não
aconselhamos são os
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lagos com
formato seccional de "prato", sendo o ideal que
o lago possua paredes quase perpendiculares em relação
ao fundo, pelo menos após os primeiros 20 cm contados
a partir do nível d'água. O fundo deverá
ser bem estudado, tendo tantos pontos de "saída"
de água (retorno para a bomba d'água) quantos
forem necessários (quanto maior o lago maior será
esse número), sendo ideal que haja uma inclinação
de, no mínimo, 5º, descendente no sentido destes
pontos. |
4-Qual
o melhor local para construir o lago?
Muito se fala sobre isto, mas hoje em dia pode-se construir praticamente
em qualquer lugar, então escolha o local que mais lhe agrade,
lógico que para isto devemos estar atentos para alguns detalhes
como:
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Árvores:
se houver muitas árvores nos arredores de seu lago,
você certamente terá que se preparar para enfrentar
no mínimo quatro inconvenientes. O primeiro deles
será o cuidado com as raízes daquelas que
já estão no local ou das que ainda serão
plantadas, pois elas poderão vir a danificar as paredes
ou o fundo do seu lago, mesmo se ele for de concreto armado
(muito mais cuidado ainda com árvores como a seringueira).
O segundo inconveniente são as folhas que cairão
sobre a água e depois afundarão (leia mais
na seção "ciclo do nitrogênio"),
no entanto este segundo problema pode ser facilmente contornado,
bastando para isso, retirar as folhas diariamente ou ainda
instalando um filtro do tipo "skimer", que tem
como função a limpeza da superfície
d'água. O terceiro problema
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seria a chuva após um período de estiagem,
pois as folhas (assim como os telhados, varandas e terraços)
acumulam uma grande quantidade de pó ou poeira que
seria assimilada pelas águas. O último contratempo
com relação às árvores nas proximidades
de seu lago, é a possibilidade de queda de galhos
maiores ou até da queda da própria árvore
durante uma tempestade, por causa de uma descarga elétrica
(raio) ou outros motivos.
A posição do sol: na realidade devemos
pensar quantas horas o lago estará exposto diretamente
aos raios solares e em que proporção. O ideal
seria que o lago tomasse sol apenas na parte da manhã
(até aproximadamente 11:00h). É normal que
um lago muito exposto ao sol apresente problemas como explosão
de algas e alta temperatura e em conseqüência
de ambos, baixa oxigenação. Isso se tornará
uma regra se providências simples não forem
tomadas, como por exemplo, sistema de oxigenação
e sombreamento ou ainda um sistema de esterilização
como o UV (lâmpadas ultravioletas). Pouca luminosidade
também sinaliza problemas como algas marrons e desenvolvimento
de doenças, hoje existem diversos tipos de lâmpadas
para tais deficiências, que são mais comuns
em ambientes interiores; lembrem que a luz é essencial
para o bom desenvolvimento não só
dos nishikigois como para
as plantas e demais vidas aquáticas.
Equipamentos: os equipamentos deverão se concentrar
no mesmo local que costumamos chamar de casas das máquinas,
para facilitar o controle do sistema e manutenção.
Alguns equipamentos, dependendo dos escolhidos e fabricantes,
podem proporcionar ruídos indesejáveis, isso
não é uma regra, mas seria bom pensar nisso,
(até para evitar contratempos durante uma possível
manutenção ou reposição).
Chuva: A chuva não é um problema, principalmente
em lagos de maiores proporções (que são
mais estáveis), mas devemos evitar que água
de chuva vinda de telhado, cobertura, jardim ou solo, recaia
diretamente no lago.
Produtos de limpeza: evite que produtos de limpeza
(diluídos em água ou não) caiam diretamente
no lago, esse tipo de problema é mais comum nos ambientes
interiores durante a limpeza do piso ou janelas.
5-Do que pode ser feito o tanque ou o lago?
Hoje em dia temos lagos e tanques construídos desde
alvenaria até material vinílico, todos possuem
suas vantagens e limitações. Por exemplo,
já vi lagos feitos de rochas inapropriadas por alcalinizarem
a água por demais, então seria certo dizer
para todos evitarem pedras? Lógico que não.
A composição da rocha ou pedra deve ser sabida
de antemão evitando tais problemas, assim como os
parâmetros de qualidade da água disponível.
Alguns materiais vinílicos com o tempo liberam toxinas
na água, outros não, alguns materiais plásticos
ressecam com o sol ou impedem que você esvazie seu
lago na totalidade ou parcialmente (devido a pouca resistência
mecânica), fibras de vidro dependendo da última
camada (acabamento) poderão apresentar desgastes
químicos e a partir de então liberar micro-fibras
que são maléficas aos peixes; para cada caso
é importante consultar o fabricante e que ele seja
idôneo em suas respostas.
A maioria das pessoas constrói lagos em alvenaria
e concreto, e neste caso aconselhamos a supervisão
de um arquiteto, engenheiro ou empresa especializada, principalmente
em tanques e lagos de maiores proporções,
pois poucos conseguem imaginar a força potencial
da água represada. A questão da impermeabilização
também é um aspecto tão importante
para os peixes e o lago como para as demais construções
que porventura possam existir nas proximidades do mesmo,
mais uma vez o arquiteto ou o engenheiro civil poderão
lhe ajudar muito, apenas vale lembrar que nem todos elementos
utilizados na impermeabilização são
recomendados quando se trata de criar nishikigois
ou quaisquer outros tipos de vidas aquáticas.
O preparo do terreno e sistema hidráulico antecede
ao ato de construir propriamente o tanque ou lago, sejam
eles aterrados no solo ou suspensos. Muita atenção
nesta fase.
6-Quais os equipamentos necessários?
Não é possível dizer o que realmente
é necessário e definir sua especificação
sem a visualização do projeto, mas podemos
adiantar quais equipamentos são comumente indicados:
Bomba d'água (as mais utilizadas são as bombas
centrífugas e bombas submersas), filtro mecânico
(não recomendamos o filtro de areia conhecido como
filtro de piscina, lembre que piscina não tem peixe),
oxigenador (podendo ser de diversos modelos e tipos, recomendamos
aqueles que produzem micro-bolhas, para tanto será
necessário um soprador, não confunda com o
compressor) e filtro biológico (podendo ser utilizados
inúmeros elementos para efetivar a fixação
das bactérias). Outros equipamentos podem ser indicados
como um esterilizador UV ou filtro químico com carvão
ativado, por exemplo. Chafarizes e cascatas além
da função decorativa ajudam (pouco, às
vezes muito) na oxigenação da água.
Alguns equipamentos não têm um nome específico,
mas formam sistemas de controle de vital importância,
esses sistemas são basicamente formados por tubos
e registros que controlarão o nível de água
em cada estágio do tanque ou do lago, vazão
em vários pontos (nos equipamentos inclusive), prevendo
diversas situações como: reabastecimento,
circulação alternativa, manutenção,
paralisação do sistema, proteção
de excesso ou fuga d'água, irão ter a função
de equalização de coluna d'água e pressão,
de sucção ou bombeamento, drenagem parcial
ou total, retrolavagem de sistemas específicos, entre
outras funções.
Tudo isto visando a segurança, proteção,
equilíbrio e bom funcionamento do lago e de todo
o conjunto de equipamentos. Apesar de parecer complicado
é muito simples e, por incrível que pareça,
é a parte mais "barata" de todo o projeto
(tubos, flanges, conexões, registros, etc), porém
cada lago terá uma formatação única.
A Brazilian Koi tem ajudado muitos neste processo
com pequenas orientações, mas que facilitaram
o dia-a-dia de nossos amigos e dos seus nishikigois.
Apenas para ilustrar e complementar estas informações,
apresentamos ainda nesta seção, dois esquemas
básicos (e não entenda isso como projetos,
de maneira alguma) de um lago - de menor ou maior proporção
- com alguns componentes que consideramos essenciais ou
necessários.
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