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O
Jardim Japonês
Quando falamos em jardim japonês, logo nos vem à
mente a imagem de um belo jardim com muito verde, pequenas árvores,
bambus e um belo lago com cascatas, mas nem sempre foi assim.
O costume dos japoneses em montar um jardim na tentativa de reproduzir
o paraíso imaginário teve influência direta
dos chineses. Os belos jardins da China proporcionavam vistas
que lembrariam as pinturas de grandes obras (telas).
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Mais
tarde no séc. XII, os japoneses desenvolveram uma
forma ímpar de jardim, sua atenção
estaria totalmente centrada nos minerais, que simbolizavam
uma natureza estável e duradoura. Foram chamados
de jardins secos, formados basicamente por pedras,
rochas e areia.
No próximo período, os jardins voltariam
a ter muito verde e relevos irregulares representando o
caminho da montanha, sendo posteriormente introduzido também
o caminho do orvalho, que nos leva a um local onde
pode ser realizada a cerimônia do chá.
Independente do estilo do jardim, o mais importante
é que ele represente nossa espiritualidade, que seja
um local sereno onde além de poder contemplar a natureza
em transformação possa proporcionar diversão
e entretenimento.
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O
jardim é um ser vivo em constante mudança
(todas as partes sem exceção incluindo o lago, caso
tenha um), requerem atenção e cuidados para que
se desenvolvam com vivacidade. Seria um erro pensar que, ao concluir
as obras, tudo está terminado, a partir deste ponto é
que se inicia o primeiro dia de muitos. Você terá
suas percepções desenvolvidas em relação
às estações climáticas e à
influência de uma planta sobre outra. Com o passar dos anos,
seu jardim, assim como você, estará totalmente
diferente. Essa interação em movimento eleva nossa
consciência sobre a sinergia existente entre todos os elementos
da natureza e passamos a admirá-la e respeitá-la
ainda mais.
Acreditamos que
o estado do jardim reflete muito a personalidade de uma
casa e seus moradores. Jardins bem cuidados e cheios de
vida sempre são motivos de orgulho e satisfação.
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